Documentos para porte de arma de fogo: lista completa

Escrito por Giuliane Bonetti
Publicado em 4 de novembro de 2026
Pessoa entregando documentos a uma funcionária da Polícia Federal em um balcão de atendimento, em ambiente institucional, durante um procedimento administrativo.

Os documentos para porte de arma de fogo incluem identidade e CPF, comprovante de residência e de ocupação lícita, certidões negativas de antecedentes criminais das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral, laudo psicológico, comprovante de capacidade técnica, registro válido da arma e a demonstração de efetiva necessidade.

As certidões são pedidas, e são as que comprovam a idoneidade do requerente. O porte é concedido pela Polícia Federal, de forma excepcional, e o pedido é analisado caso a caso.

Conhecer a lista, os custos e os motivos que travam o processo evita gastos e pedidos negados, e é justamente por isso que saber quais são os documentos para porte de arma de fogo é tão importante. Continue a leitura deste artigo no Certidão Online Brasil e entenda todos os detalhes sobre o assunto.

Quanto custa a documentação para porte de arma?

A principal taxa é a de expedição do porte federal, de R$ 1.466,68, paga à Polícia Federal depois do deferimento, e com laudos, teste de tiro e certidões o custo total costuma passar de R$ 2 mil.

A taxa do porte é paga por GRU, só depois de a Polícia Federal aprovar o pedido. Antes disso, o requerente já deve ter a arma registrada, o que custa uma taxa de R$ 88,00 para o CRAF.

O laudo psicológico, feito com psicólogo credenciado pela PF, costuma custar entre R$ 200 e R$ 400. O teste de capacidade técnica, com instrutor credenciado, fica em geral entre R$ 300 e R$ 600, com munição.

Esses valores são livres e variam por profissional e por estado. As certidões de antecedentes criminais são gratuitas ou de baixo custo, e boa parte pode ser emitida online nos sites dos tribunais.

A taxa federal do porte é de R$ 1.466,68, e o custo total costuma passar de R$ 2 mil com laudos e testes

Não existe renovação do porte, e o documento é pessoal, intransferível, revogável a qualquer tempo e válido só para a arma nele indicada. Os laudos e o comprovante técnico valem por até um ano da avaliação, e o prazo médio de análise informado pela PF foi de 43 dias.

O número de pedidos de porte caiu bastante nos últimos anos, de 2.329 em 2022 para 743 em 2025, segundo a PF. A concessão é excepcional, e a demonstração da efetiva necessidade é o ponto mais subjetivo do processo.

Certidão positiva de antecedentes criminais impede porte?

Sim, a certidão positiva costuma impedir o porte quando mostra inquérito policial, processo criminal em andamento ou condenação, porque a lei exige que o requerente não responda a inquérito nem a processo.

A idoneidade é comprovada com certidões negativas das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral. Se alguma vier positiva, o pedido tende a ser negado.

Há casos em que a certidão é positiva por homonímia, por processo arquivado, por absolvição ou por extinção da punibilidade. Nessas situações, vale apresentar a certidão de objeto e pé e explicar o caso, e a decisão fica com a Polícia Federal.

A falta de quais documentos impedem o processo?

A falta das certidões negativas, do laudo psicológico, do comprovante de capacidade técnica, do registro válido da arma ou da comprovação de ocupação lícita e residência impede o andamento do pedido.

Sem identidade, CPF e requerimento assinado, o protocolo também não avança. A falta da justificativa de efetiva necessidade leva ao indeferimento, mesmo com toda a papelada.

Laudos e testes feitos por profissional não credenciado pela PF não são aceitos, e documentos vencidos, com mais de um ano, também travam o processo. A unidade da PF pode pedir outros documentos e marcar comparecimento.

Como solicitar a certidão antecedentes criminais?

Obter a certidão é simples e pode ser feito diretamente da sua casa. Veja como você pode solicitar a certidão de antecedentes criminais.

Quais são os requisitos legais para posse de arma?

Os requisitos legais para posse de arma são ter no mínimo 25 anos, ocupação lícita e residência fixa, comprovar idoneidade com certidões negativas, ter aptidão psicológica e capacidade técnica e declarar a efetiva necessidade, conforme a Lei 10.826/2003 e o Decreto 11.615/2023.

A posse permite manter a arma em casa ou no local de trabalho, e o porte permite carregá-la. Pelas regras citadas, o cidadão pode ter até 2 armas de uso permitido.

1. Atender aos requisitos básicos

Antes de tudo, é preciso ter 25 anos ou mais, ocupação lícita comprovada e residência fixa, além de não responder a inquérito ou processo criminal.

Esses requisitos valem para a posse e para o porte, que usa os mesmos critérios, com a exigência extra de efetiva necessidade.

2. Reunir as certidões e os documentos pessoais

O requerente reúne identidade, CPF, comprovante de residência e de ocupação lícita e as certidões negativas de antecedentes criminais das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral.

As certidões podem ser emitidas online nos sites de cada tribunal. Vale conferir a validade e se os nomes e CPF estão corretos.

3. Fazer o laudo psicológico e o teste técnico

O próximo passo é fazer o laudo de aptidão psicológica e o teste de capacidade técnica, com profissionais credenciados pela Polícia Federal, com validade de até um ano.

A lista de psicólogos e instrutores credenciados está no site da PF. O teste verifica o manuseio seguro com arma de calibre igual ou superior ao da que será adquirida.

4. Declarar a efetiva necessidade e protocolar o pedido

Com os documentos prontos, o cidadão preenche o pedido no sistema da Polícia Federal e apresenta a declaração de efetiva necessidade para a posse da arma.

Se o pedido for deferido, o interessado pode comprar a arma em loja autorizada. A nota fiscal serve para pedir o registro.

5. Pagar a taxa e registrar a arma

Depois da compra, o cidadão pede o registro, paga a taxa de R$ 88,00 por GRU e apresenta a arma à PF para receber o CRAF.

O CRAF é o certificado de registro, necessário também para o pedido de porte. Sem ele, a PF não analisa o porte.

Diante de tudo isso, fica evidente que os documentos para porte de arma de fogo exigem certidões negativas, laudos de profissionais credenciados, registro da arma e prova de efetiva necessidade, e que o custo total costuma passar de R$ 2 mil, de modo que organizar a papelada evita o indeferimento.

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